Parque Nacional de Montesinho

Criado em 30 de Agosto de 1979, o Parque Nacional de Montesinho abrange uma superfície de 74229 ha, com o objetivo de salvaguardar valores únicos encontrados no seu território, resultantes quer da alternância de áreas relativamente humanizadas com espaços de elevada naturalidade e complexidade, quer das características do solo, que, associados às variações geomorfológicas, às variações climáticas e ao seu posicionamento geográfico criaram condições para que possua, a nível nacional, um dos mais elevados índices de diversidade biológica.

Parque Natural de Montesinho – Foto de Miguel Vieira

O Parque Natural de Montesinho possui um rico património sócio-cultural com práticas quotidianas vindas de usos e costumes ancestrais, embora já marcadas pelas crescentes mobilidades das gentes e pelas inovações tecnológicas.

As festas, são um exemplo disso, sendo um elo de ligação entre as aldeias e um pretexto para o reencontro de famílias e amigos. Têm especial valor as antiquíssimas “Festas dos Rapazes” realizadas principalmente na zona da Lombada por altura do Natal ou dos Reis, segundo o costume de cada aldeia. Outra das facetas da cultura regional é a música tradicional, que acompanha sempre as festividades e onde se destacam as sonoridades celtas da gaita de foles.

São notáveis, ainda, os exemplos de arquitetura popular que, utilizando os materiais característicos da região, souberam adaptar-se ao meio. Destacam-se as estruturas complementares às atividades agrícolas, nomeadamente os moinhos de água e as forjas do povo.

Parque Natural de Montesinho – Foto de Manuel Anastácio

Fauna

O Parque Natural de Montesinho encontra-se entre as áreas de montanha mais importantes para a fauna a nível nacional. Uma parte muito significativa de toda a fauna terrestre portuguesa está aqui representada.

Existem aqui cerca de 250 espécies de vertebrados e reconhece-se uma elevada riqueza e diversidade também de invertebrados. Muitas das espécies estão ameaçadas, são raras ou têm uma distribuição muito reduzida em Portugal.

Lobo-ibérico – Foto de Juan Vega

Destaca-se a importância desta área para a conservação do lobo-ibérico. A sua preservação está dependente da manutenção das populações de presas selvagens.

Também a toupeira-de-água tem aqui condições muito favoráveis, exibindo algumas das melhores populações nacionais. O gato-bravo, a lontra, o morcego-de-ferradura-grande e o rato-dos-lameiros (desconhecido no resto do país) são igualmente exímios representantes dos mamíferos ocorrentes.

Adaptado de cm-braganca.pt e icnf.pt