Forte de São João Baptista

O Forte de São João Baptista (das Berlengas), ou simplesmente Fortaleza das Berlengas, localiza-se na ilha de Berlenga Grande, no arquipélago das Berlengas, integrando o conjunto defensivo de Peniche, no distrito de Leiria, em Portugal.

Forte de São João Baptista

História do Forte de São João Baptista

No contexto da Guerra da Restauração, sob o governo de D. João IV (1640-1656), o Conselho de Guerra determinou a demolição das ruínas do mosteiro abandonado e a utilização de suas pedras na construção de uma fortificação para a defesa daquele ponto estratégico do litoral. Foi mandado edificar em 1651 e concluído em 1656.

Foi construído com a finalidade de impedir a ocupação desta ilha por corsários norte-africanos ou por potências inimigas. Viveu em Junho de 1666 o episódio bélico mais célebre da sua história. Nessa data, o Forte de S. João Baptista foi sitiado por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra.

Forte de São João Baptista – Foto de A Goncalves @ Flickr

História do Forte de São João Baptista – Parte 2

Defendida, à altura, por uma pequena guarnição, inferior a vinte homens, e contando com apenas nove peças de artilharia, esta fortificação liderada pelo cabo Avelar Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes baixas nas forças sitiantes, traduzidas num elevado número de mortos, uma nau afundada e duas outras fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos lusos.

O esgotamento dos mantimentos e das munições, e a deserção de um dos soldados, que expôs a D. Diogo Ibarra a dramática situação da guarnição portuguesa, motivaram por fim a capitulação do Forte de S. João Baptista.

No tempo da Guerra Peninsular, foi utilizada como base de apoio pelas forças inglesas, numa campanha de guerrilha na qual colaborou ativamente a população de Peniche. Posteriormente sofreu obras de restauração, com a reedificação da Capela no seu interior.

Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), a fortaleza encontrava-se em mãos dos partidários de Miguel I de Portugal (1828-1834). Com deficiência de artilharia, entretanto, não resistiram diante do assalto dos liberais. Estes utilizaram-no como base para o assalto à cidadela de Peniche, reduto dos miguelistas.

Sem valor militar de maior no fim do século XIX, foi desartilhado e abandonado, passando a ser utilizado esporadicamente como base de apoio para a pesca comercial. No século XX foi parcialmente restaurado e aberto ao turismo adaptado como pousada. Atualmente funciona apenas como casa-abrigo, sob a gestão da Associação dos Amigos das Berlengas.

Adaptado de cm-peniche.pt