Praça de D. Pedro IV

Praça de D. Pedro IV

A Praça de D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio (na grafia antiga Rocio), é uma praça da Baixa de Lisboa, tem constituído um dos centros nevrálgicos da cidade.

Praça D. Pedro IV – Foto de David Pereira @Flickr

Entre 1846 e 1849 na praça é construído o Teatro D. Maria II, a praça é arborizada e as fontes monumentais colocadas. Em 1848, por iniciativa do General Eusébio Pinheiro Furtado, o pavimento é calcetado com mosaico português em basalto e calcário, em padrões ondulantes. Foi um dos primeiros desenhos desse tipo a decorar os pavimentos da cidade.

Detalhe da Calcada – Foto de Han van Hoof @ Flickr

Onde são hoje os números 22-25 e 27-29, ficavam no princípio do século XIX os celebérrimos botequins do Nicola e das Parras, onde se reuniam os literados do tempo, Manuel Maria Barbosa du Bocage, Nuno Álvares Pato Moniz, Francisco Joaquim Bingre, João Vicente Pimentel Maldonado, etc.. Ali improvissou Manuel Maria Barbosa du Bocage muitos dos seus sonetos e das suas mais famosas sátiras.

Hoje assiste a ocasionais comícios políticos, e os seus sóbrios edifícios pombalinos, já muito alterados, estão ocupados por lojas de recordações, joalharias e cafés.

Teatro Nacional de Dona Maria II – Foto de Jess & Kate @ Flickr

Escultura de D. Pedro IV

Monumento com 27,5 m de altura, projectado pelo arqt. Gabriel Davioud e esculpido por Elias Robert, ambos de nacionalidade francesa. Inaugurado ao centro da Praça do mesmo nome, também conhecida por Praça do Rossio, em 29 de Abril de 1870, é composto por uma base de granito, pedestal de mármore e coluna coríntia canelada encimada pela estátua de bronze do rei, envergando um uniforme de general, ombros cobertos pelo manto real e cabeça coroada de louros.

Inauguração da Estátua D. Pedro IV, 1870

Destacam-se no monumento as 4 figuras alegóricas, representando a Prudência, a Justiça, a Fortaleza e a Moderação, que exaltam as qualidades de D. Pedro IV, na base do pedestal; as 4 figuras representando a Fama, esculpidas em baixo-relevo na parte superior do fuste; e também, em baixo-relevo, os 16 escudos das principais cidades do nosso país, no segundo envasamento.

Integra os conjuntos Baixa Pombalina, classificado como Imóvel de Interesse Público, e Lisboa Pombalina. Em Vias de Classificação para Monumento Nacional.

Informação adicional

Escultor – Elias Robert
Data – 1870
Material – Bronze
Estilo – Figurativo

Adaptado de : cm-lisboa.pt