Gruta do Escoural

A Gruta do Escoural foi descoberta em Abril de 1963 pelos trabalhadores de uma pedreira de mármore que então laborava no local. As investigações desde logo empreendidas pelo Museu Nacional de Arqueologia, para além de revelarem o seu uso como necrópole durante o Neolítico, permitiram descobrir nas suas paredes, vestígios de Pinturas e Gravuras Rupestres datados do Paleolítico Superior, o que representou então uma verdadeira “estreia” nacional. Com efeito, até às descobertas das “gravuras” do Vale do Côa, a Gruta do Escoural era o único local em Portugal com vestígios artísticos atribuídos àquela época, mantendo ainda hoje o estatuto de única cavidade natural do país com vestígios de “pinturas paleolíticas” e por isso a mais Ocidental da Europa.

Reforçando o especial interesse arqueológico deste sítio, verdadeiro “santuário pré histórico”, para além da identificação de vestígios de ocupação do Paleolítico Médio, está reconhecido e parcialmente escavado no seu exterior um pequeno povoado Calcolítico, localizado na colina que se sobrepõe à Gruta. Estão também identificadas gravuras rupestres de cariz esquemático relacionadas com a “necrópole neolítica” e realizadas sobre os afloramentos exteriores. A poucas centenas de metros está identificado um “tholos”, uma estrutura megalítica de cariz funerário, eventualmente associada ao “Povoado”, um monumento com características algo diversas das numerosas “antas” típicas na região.

Na Vila de Santiago do Escoural, próximo da Igreja Paroquial, está instalado um Centro de Acolhimento e Interpretação da Gruta do Escoural, com uma pequena exposição arqueológica de introdução à visita. Em situação normal, as visitas à Gruta realizam-se com acompanhamento de um guia.